O uso dos coeficientes, índices e razões e os indicadores de mortalidade

Quando falamos em mortalidade, estamos pensando nos indivíduos de um determinado território (país, estado, município, distrito municipal, bairro) que morreram num dado intervalo do tempo, neste território. Em epidemiologia podemos calcular a taxa ou coeficiente de mortalidade que vai nos indicar o risco ou probabilidade que qualquer pessoa na população apresenta de poder vir a morrer em decorrência de uma doença. Vamos ver quais são as várias possibilidades de que podemos nos valer:
 

Para facilitar e permitir a comparação entre as taxas calculadas para diferentes locais ou para o mesmo local em diferentes períodos de tempo, utiliza-se sempre uma referência comum (100, 1.000, 10.000, 100.000, 1.000.000) que representa uma potência de base 10 (10n ).

Essa potência de 10 é escolhida de forma a tornar os números obtidos o mais próximo possível do inteiro, pois não convém trabalhar com coeficientes, índices ou taxas expressos por números decimais (não tem sentido falar em meio óbito (0,5) por 1000 habitantes ou um décimo (0,1) de mortes menores de 1 ano por 1000 nascidos vivos, e assim por diante). Por isso devemos lançar mão da potência de base 10, procurando aumentar as frações obtidas pela divisão e, conseqüentemente, diminuindo o número de zeros dessas frações decimais.

Por convenção, nas taxas de mortalidade geral e infantil, a base é 103 = 1.000 e quando se trata de mortalidade por causas, a base mais adequada é 105 = 100.000. A taxa de letalidade é expressa sempre em percentagem.
 
  



Discussão