O desenvolvimento de ações voltadas ao controle de saúde do coletivo e não somente do corpo individual acompanhou a redefinição progressiva da medicina como prática social, com o advento do capitalismo, no final do século XVIII, a partir da Revolução Industrial. Até então, a medicina era a prática dominante em saúde voltada primordialmente ao atendimento do corpo individual.

O Estado capitalista, instaurado para responder às exigências do capital, passou a preocupar-se em vigiar as condições de saúde das populações pois estava interessado no controle e na reprodução da força de trabalho, absolutamente necessários para garantir o processo de acumulação capitalista

 a Saúde Pública, diferentemente da Medicina Social, forjou seu projeto para dar resposta ao projeto liberal capitalista. Os Estados capitalistas (na época, representados pelo bloco do Reino Unido) impulsionaram o movimento do sanitarismo, experiência que perdurou na Europa até a metade do século XX e que só foi transformada e ampliada com a constituição do Estado de Bem-Estar Social, a partir da década de 20.