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Desde os primeiros anos da década
de oitenta do século passado, incluindo os mais
recentes, foram coletados documentos, tais como, Diário
Oficial, recortes de jornais e outros catálogos
temáticos produzidos pela Escola,dentre estes
o Catálogo Comemorativo do Jubileu de Ouro de
1992.
A nossa Escola nasceu como Escola de
Enfermagem de São Paulo e foi criada em 31 de
outubro de 1942, pelo Decreto-Lei Estadual N.º
13.040, durante o Estado Novo. As atividades foram iniciadas
em 02 de janeiro de 1943, sob a direção
de Edith de Magalhães Fraenkel, que ocupava na
ocasião o cargo de Chefe do Serviço de
Enfermagem do Hospital das Clínicas.
Nessa época, a assistência
à saúde estava concentrada nos primeiros
hospitais gerais criados no Brasil, as Santas Casas
de Misericórdia, onde foram formados núcleos
incipientes de serviços de enfermagem, dirigidos
por religiosas que treinavam pessoas laicas para auxiliarem
na assistência aos doentes. O mesmo ocorria em
São Paulo que, desde 1680, contava com a sua
Santa Casa de Misericórdia.
A aspiração maior de toda
cidade brasileira, de certa importância, era possuir
a sua Misericórdia, para cuja manutenção
o poder público e a própria coletividade
colaboravam, em virtude da gratuidade da assistência
médico-hospitalar, dirigida quase que exclusivamente
aos pobres. Em todas elas, até a década
de 40 do século passado, os serviços de
enfermagem, de mordomia e de economia doméstica
estavam sob a total responsabilidade de Congregações
Religiosas.
Os hospitais militares, de início
e de mais recente instalação, destinavam-se
ao atendimento das tropas, de escravos e de pessoas
sem recursos. Presume-se que o de São Paulo tenha
sido instalado na primeira década do século
passado ou um pouco antes. Datam de 1811, referências
sobre as condições precárias em
que estava funcionando e que mencionam a existência
de uma enfermaria que servia de prisão
aos escravos serventes do Hospital. É de
se supor que estes constituíam, na realidade,
o pessoal de enfermagem da instituição.
Às Misericórdias juntaram-se
os Hospitais de Beneficência Portuguesa, nelas
inspirados, mas planejados principalmente para servir
à colônia portuguesa, sempre muito numerosa,
na maioria das grandes cidades brasileiras. Também
as Beneficências tinham caráter eminentemente
católico, embora prestassem assistência
a qualquer tipo de indivíduo, sem distinção
de etnia ou crença. Dirigidos por personalidades
influentes da colônia portuguesa do local onde
estavam situados, esses hospitais, a exemplo das Santas
Casas, valiam-se do concurso das Congregações
Religiosas para os serviços de enfermagem e de
economia doméstica. Além de menos dispendioso,
o trabalho das irmãs era feito com solicitude
e bondade. Além disso, sua presença física,
associada à existência de clausura no hospital,
assegurava uma atmosfera amena, de respeito e confiança,
muito grata aos hospitalizados e aos seus familiares.
Na segunda metade do século XIX,
iniciou-se um movimento dos médicos que exerciam
a profissão na capital do Estado que culminou
com a promulgação da Lei Estadual N.º
19, de 24 de novembro de 1891, que criou a Academia
de Medicina, Cirurgia e Farmácia na Capital do
Estado. Esta, no entanto, somente tornou-se realidade
através de outra Lei Estadual, a de N.º
1.357, de 19 de dezembro de 1912, estabelecendo o curso
da Escola de Medicina e Cirurgia de São Paulo.
A partir daí passou a denominar-se Faculdade
de Medicina e Cirurgia de São Paulo e a funcionar
regular e oficialmente.
Em outubro de 1898, com a anuência
e o auxílio da Sociedade de Medicina e Cirurgia,
foi organizada a Escola Livre de Farmácia, oficializada
em setembro de 1899, que concedia a seus diplomados,
o direito de exercerem a arte farmacêutica em
todo o território do Estado. Tal direito era
estendido, através do artigo 4.º, aos dentistas
e às parteiras, enquanto não existissem,
no Estado, cursos especiais de arte dentária
e partos. Os cursos de odontologia e de obstetrícia
foram criados, passaram a funcionar no ano seguinte
(1900) e o nome da Escola foi mudado para Escola
de Farmácia, Odontologia e Obstetrícia
de São Paulo. O curso de obstetrícia
funcionou na Maternidade de São Paulo até
1911, quando foi extinto. Em março de 1912, foi
criada a Escola de Parteiras de São Paulo, na
Maternidade de São Paulo. Reconhecida três
anos mais tarde, em 1931, passou a chamar-se Escola
de Obstetrícia e Enfermagem Especializada. Em
1939, foi anexada à Cadeira de Clínica
Obstétrica da Faculdade de Medicina da USP com
o nome de Curso de Enfermagem Obstétrica.
Em 1944, mudou-se da Maternidade de São Paulo
para o Hospital das Clínicas e, em 1962, passou
a integrar a Universidade de São Paulo com o
nome de Escola de Obstetrícia anexa ao Departamento
de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de
Medicina da USP.
Dos cursos da saúde, o último
a ser criado foi o de Enfermagem. A enfermagem profissional,
estabelecida por Florence Nightingale na Inglaterra
em 1860, foi iniciada nos Estados Unidos em 1873 e estabelecida
no Brasil em 1923, com a criação da Escola
de Enfermeiras Ana Néri. Em São Paulo,
o Hospital Samaritano foi o berço da enfermagem
profissional, com cursos desde 1901. Em 1942, foi criada
oficialmente a [nossa] Escola de Enfermagem de São
Paulo, anexa à Faculdade de Medicina da USP.
Mas antes há ainda uma longa história
de conquistas...
A necessidade de edifício adequado
para abrigar a Faculdade de Medicina levou a promulgação
da Lei Estadual N.º 1.504, de 1916, que autorizava
sua construção e, junto a esta, a edificação
e instalação de um hospital em que funcionassem
as aulas de clínica da mesma faculdade.
A Fundação Rockefeller,
por meio de seu Conselho Sanitário Internacional,
dispôs-se a colaborar financeiramente para a construção
e o equipamento da Faculdade de Medicina e do Instituto
de Higiene, mas estipulava, como uma das condições
para o auxílio financeiro, a criação
de uma escola de enfermagem, nos moldes da Escola Ana
Néri. Do relatório de Edith de Magalhães
Fraenkel, organizadora e primeira Diretora da Escola
de Enfermagem da USP, apresentado por ocasião
de sua aposentadoria em 1955, consta que a idéia
original foi do Dr. George Saunders, da Fundação
Rockefeller. Somente depois é que passou a constar
como parte integrante do convênio. A Fundação
comprometeu-se a conceder bolsas de estudo a seis educadoras
sanitárias para fazerem o curso de enfermagem
nos Estados Unidos ou no Canadá, além
de auxílio financeiro para a instalação
da biblioteca e dos laboratórios da Escola.
Enviada pela Fundação Rockefeller,
a Chefe da Seção de Enfermagem da Fundação,
Miss Mary E. Tenant, pronunciou-se assim junto às
autoridades governamentais do Estado: Estamos
convencidos de que todo novo progresso no ensino médico,
na hospitalização e cuidado do doente,
e bem assim no ramo da saúde pública e
higiene, no Estado de São Paulo, tudo depende,
em grande parte, da organização da enfermagem
em um alto padrão profissional.
O interesse imediato da Fundação
Rockefeller na criação de uma Escola de
Enfermagem em São Paulo, e o auxílio que
estava dando ao Governo deste Estado não visava
apenas São Paulo, mas objetivava uma repercussão
em todo o País. Ainda, a entidade deveria ter
a primazia sobre outros projetos, em virtude da possibilidade
da instalação da Escola junto à
Faculdade de Medicina, ao Instituto de Higiene e ao
Hospital das Clínicas de São Paulo.
Miss Tenant explicou ao Sr. Ministro
que a Fundação Rockefeller considerava
a sua contribuição à criação
do Instituto de Higiene de São Paulo, como também
a contribuição à Faculdade de Medicina,
não como doação somente ao Estado
de São Paulo, mas doação para a
solução dos problemas do ensino médico
e de higiene, para todo Brasil. O Sr. Ministro assegurou-lhe
que o Governo Federal prestaria a colaboração
possível à Escola de Enfermagem de São
Paulo pondo à disposição do Estado
Miss Edith Fraenkel, que se mostrou disposta a aceitar
a direção da nova Escola, desde que oficialmente
convidada. Impunha, entretanto, a condição
de ter liberdade na escolha do seu corpo docente.
Deve ter havido grande difusão
do memorial apresentado por Miss Tenant e que continha
especificações sobre as facilidades físicas
exigidas para o edifício que deveria abrigar
a escola e a residência de alunas, professoras
e enfermeiras do Hospital das Clínicas. Em outubro
de 1941, o engenheiro Ernesto de Souza Campos, que era
também médico e professor da Faculdade
de Medicina, submeteu à apreciação
do Professor Benedito Montenegro, diretor dessa Faculdade,
o primeiro projeto para a construção da
Escola, o qual não foi aproveitado em virtude
do Serviço Especial de Saúde Pública
(SESP) haver decidido financiar a construção
da Escola. Assim, foi aprovado e executado o planejamento
feito pelo arquiteto do próprio SESP.
Souza Campos iniciava o programa descritivo
deste projeto com longa citação sobre
padrões para escolas de enfermagem retirada do
A Curriculum Guide for School of Nursing
da National League of Nursing Education, editado em
New York em 1937. Mesmo abandonado enquanto um projeto
de edificação, o Curriculum Guide orientou
as formulações do currículo pleno
da Escola por mais de uma década.
No dia 31 de outubro de 1942 foi baixado
o Decreto-Lei Estadual N.º 13.040, assinado pelo
Interventor Federal Fernando Costa e por Theotonio Monteiro
de Barros Filho, Secretário da Educação
e Saúde, que finalmente criava a Escola de Enfermagem
de São Paulo. Em dezembro, Edith Fraenkel foi
nomeada, em comissão, para dirigir a nova entidade,
tendo entrado no exercício desse cargo no dia
2 de janeiro de 1943, após mais de ano de trabalho
preparatório efetivo junto à futura entidade
e ao Hospital das Clínicas.
Poucas palavras não conseguem
descrever a notável figura humana que foi a Professora
Edith Magalhães Fraenkel, nasceu em 9 de maio
de 1889, pelo lado materno era neta do insigne brasileiro
Benjamin Constant Botelho Magalhães e devido
ao pai Carlos Botelho, cônsul brasileiro na Alemanha,
Suécia e Uruguai, fez seus estudos nesses países,
possibilitando ao final de sua formação
o domínio dos idiomas alemão, sueco, espanhol,
inglês, francês e italiano.
Na fase final de construção
do Hospital das Clínicas, foram reservadas a
ala esquerda do 5.º andar para o funcionamento
da parte administrativa da Escola e do 6.º, para
residência das alunas. Posteriormente, também
a ala direita do 10.º andar foi cedida à
Escola para residência de alunas.
O Decreto-Lei Estadual N.º 13.040/1942,
que criou a Escola como parte integrante da Universidade
de São Paulo, anexa à Faculdade de Medicina,
com finalidade de preparar enfermeiros para os serviços
de saúde pública e hospitalares e de habilitar
os diplomados por escolas estrangeiras, assegurava sua
autonomia dentro da jurisdição da Faculdade
e dispunha sobre: a existência do curso normal
de enfermagem, de três anos de duração
e de cursos pós-graduados; o elenco das disciplinas
do curso normal de enfermagem e sua seriação;
a obrigatoriedade dos estágios no Hospital das
Clínicas e no distrito sanitário do Instituto
de Higiene; os requisitos para a admissão ao
curso, que constavam da exigência de diploma de
Escola Normal ou certificado de conclusão do
ginásio e idade entre 18 e 35 anos.
As atividades da Associação
Brasileira de Enfermagem passaram do Rio de Janeiro,
quase todas para São Paulo sob a liderança
de Edith Fraenkel, auxiliada por Ella Hasenjaeger, com
o concurso das docentes da Escola de Enfermagem e das
enfermeiras do Hospital das Clínicas. Contavam
ainda com a colaboração da Escola de Enfermeiras
do Hospital São Paulo. A Revista da Associação,
Anais de Enfermagem, que não era
publicada desde 1941, ressurgiu em 1946 em São
Paulo, de outra forma e com outro vigor. Tinha Edith
Fraenkel como redatora chefe e como colaboradoras quase
exclusivamente as docentes enfermeiras e alguns professores
da Escola.
O primeiro Congresso Brasileiro de Enfermagem
foi decidido e realizado em São Paulo, nesta
Escola, tornando realidade a sugestão de Madre
Marie Domineuc, da Escola de Enfermeiras do Hospital
São Paulo. A atuação decisiva de
Edith Fraenkel e Ella Hasenjaeger no processo de planejamento,
organização e realização,
no decorrer do ano de 1946, envolveu todos os que trabalhavam
ou estudavam na Escola.
A primeira turma, de 1946, completou
o curso no final desse ano. Programada a formatura para
o dia de São Paulo, paraninfadas por Edith Fraenkel,
receberam diploma, a 25 de janeiro de 1947, as dezesseis
pioneiras da Escola de Enfermagem de São Paulo:
Amália Corrêa de Carvalho, Carmen Alves
de Seixas, Clélia Mainardi, Dinah Alves Coelho,
Elizabeth Barcellos, Eulina Bastos, Filomena Chiariello,
Maria Conceição Leite Aranha, Maria José
de Almeida Leite, Marília de Dirceu Cunha, Maria
Salomé Coura, Maria Silvana Teixeira, Nahyda
de Almeida Velloso, Ophélia Ribeiro, Zaira Bittencourt
e Zuleika Kannebley.
A direção da Professora
Edith Fraenkel, de 1941 a 1955, foi seguida pela Professora
Maria Rosa de Sousa Pinheiro, natural de Araraquara,
SP, era educadora formada pela Faculdade de Higiene
e Saúde Pública da Universidade de São
Paulo e graduada em Filosofia, Ciências e Letras
da mesma Universidade, obtendo o grau de Bacharel em
Letras Estrangeiras. Como bolsista da Fundação
Rockefelller, cursou a Escola de Enfermagem da Universidade
de Toronto no Canadá. Foi a diretora que mais
tempo exerceu o cargo, de 1955 a 1978, podendo seguramente
afirmar que sua atuação impactou profundamente
a enfermagem brasileira e a uspiana. Com toda certeza,
ela merece um capítulo à parte na história
da Escola de Enfermagem.
Em 1959, conforme havia sido explicitamente
declarado na sua criação, foram iniciados
os dois primeiros cursos de Pós-Graduação
latu sensu: Administração
de Serviços de Enfermagem e Pedagogia e Didática
Aplicada à Enfermagem. De longa tradição
no atendimento da demanda dos serviços de saúde,
as atividades de Pós-Graduação
latu sensu tem aumentado e diversificado
a cada ano.
A Escola de Obstetrícia, anexa
ao Departamento de Obstetrícia e Ginecologia
da Faculdade de Medicina da USP, criada em 1912 e integrante
da Universidade de São Paulo, desde 1962, foi
integrada à Escola de Enfermagem da Universidade
de São Paulo, em 1971, pela Portaria GR N.º
1.398/1971.
O primeiro curso de Mestrado nesta Escola
iniciou-se no ano de 1973 e completará 30 anos
em 2003. Este se constituiu no primeiro Programa de
Pós-Graduação strictu sensu
em Enfermagem da nossa Escola, com 5 áreas de
concentração: Fundamentos de Enfermagem,
Administração de Serviços de Enfermagem,
Enfermagem Psiquiátrica, Enfermagem Obstétrica
e Neonatal e Enfermagem Pediátrica. O Programa
passou em 1988 a ofertar o nível de Doutorado
e ainda, na década de 90, ampliou as áreas
de concentração, com a Enfermagem em Saúde
Coletiva e Enfermagem na Saúde do Adulto Institucionalizado.
O Programa Interunidades de Doutoramento
em Enfermagem, dos campi da Escola de Enfermagem da
Universidade de São Paulo(EEUSP) e da Escola
de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade
de São Paulo(EERPUSP), foi o doutorado pioneiro
na América Latina na área da enfermagem,
tendo recentemente comemorado seus 20 anos de criação,
cujo resultado foi o esforço conjugado dessas
duas Escolas.
O último programa de Pós-Graduação
strictu sensu a ser criado, recomendado
pelo CTC da CAPES, em julho 2002, foi o Programa de
Pós-Graduação em Enfermagem na
Saúde do Adulto, aberto para os níveis
de Mestrado Acadêmico e Doutorado, o qual compreende
o estudo de fenômenos, intervenções
e resultados relativos à saúde do adulto.
Este programa nasceu do desmembramento do Programa de
Pós-Graduação em Enfermagem, tendo
como núcleo de estudos o desenvolvimento de modelos
e métodos para o cuidar avançado na saúde
do adulto. Compreende o estudo de fenômenos, intervenções
e resultados relativos à saúde do adulto.
Considerado o conjunto dos três
programas, atualmente a Pós-Graduação
strictu sensu da Escola tem potencial para
absorção de 840 pós-graduandos
em Mestrado Acadêmico e Doutorado.
Nos anos 70, com a Reforma Universitária,
a Escola, que desde 1963 figurava como uma das unidades
da Universidade de São Paulo, passou a ser constituída
administrativamente em três departamentos: Departamento
de Enfermagem Médico-Cirúrgica (ENC),
Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica
(ENP) e Departamento de Orientação Profissional
(ENO), com um total de 33 docentes.
Na década seguinte, a expansão
das atividades de ensino, pesquisa e de extensão,
a ampliação do quadro docente e a diversificação
dos conteúdos ministrados, resultantes da abertura
de novas subáreas do conhecimento, demandaram
a criação de um novo departamento, a partir
do desmembramento do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica
(ENC) que, desde o início da departamentalização,
era o que apresentava o maior número de disciplinas
e de docentes.
Com a assinatura do Magnífico
Reitor da Universidade de São Paulo, Professor
Doutor José Goldenberg, foi criado o Departamento
de Enfermagem em Saúde Coletiva (ENS) através
da Resolução N.º 3.309 de 15 de dezembro
de 1986 e publicado em DO de 16 de dezembro de 1986.
Aos três dias de fevereiro de 1987 foi publicada
a redistribuição dos docentes do Departamento
ENC para o Departamento ENS. Constituíram o novo
departamento 19 docentes, sendo 2 Professoras Titulares,
5 Professoras Assistentes Doutoras, 5 Professoras Assistentes
e 7 Auxiliares de Ensino.
Nos seus 60 anos de existência,
a Escola de Enfermagem da USP vem cumprindo sua missão
de preparar enfermeiros, pesquisadores, docentes e especialistas,
nas diversas áreas de enfermagem, tendo como
finalidade primordial formar e qualificar recursos humanos
na enfermagem, desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa
e extensão de serviços à comunidade,
para a transformação dos perfis de saúde-doença
da coletividade.
Atualmente, a Escola conta com 81 docentes
titulados, sendo na sua grande maioria Doutores, seguidos
de Livre-Docentes e Titulares, vinculados a quatro Departamentos
de Ensino, estruturados por áreas de saber.
No tocante à formação
no nível de graduação, desde os
primórdios até hoje, conferiu o grau de
bacharel em enfermagem a 2.494 enfermeiras e enfermeiros,
em 55 turmas.
Atualmente, a infra-estrutura é
composta por laboratórios de Enfermagem, de Informática
e de Pesquisa Experimental, que visam disponibilizar
recursos para complementar a formação
e a pesquisa capacitando alunos, docentes e enfermeiros
para a vida profissional.
A preservação do patrimônio
cultural e científico da enfermagem tem sido
uma preocupação constante da Escola. Em
1992 foi inaugurado o Centro Histórico Íbero-Americano
de Enfermagem, abrigando museu e centro de exposições,
ambos abertos para o público em geral.
Desde a sua fundação conta
com um Serviço de Biblioteca e Documentação
que, pelas características do seu acervo predominantemente
da Enfermagem, é vista hoje como o maior acervo
impresso de Enfermagem da América Latina. Além
disso, a Biblioteca vem crescendo e diversificando suas
atividades, ampliando e otimizando seu gama de serviços
e estabelecendo importantes parcerias com outros Centros
de Informação, atendendo um número
cada vez maior de usuários internos, constituído
por alunos e docentes, um grande contigente de Escolas
de Enfermagem do País, bem como profissionais
que atuam em hospitais, empresas, laboratórios
e centros de informação, atraídos
pela especialidade e pela inexistência de acervo
similar no Brasil. Dentro da sua estrutura, abriga também
a Brinquedoteca, criada em 1995, que disponibiliza aos
discentes o material necessário para desenvolverem,
em campo de estágio, a assistência à
criança e ao adolescente.
Destaca-se, ainda, a Biblioteca Virtual
em Saúde Mental, projeto de parceria da Escola
de Enfermagem e o Prossiga vinculado ao Ministério
da Saúde, captando, organizando e disponibilizando
informações encontradas na Internet.
Assim, na trajetória histórica
da enfermagem, a Escola de Enfermagem da USP tem contribuído
para o desenvolvimento da profissão, exercendo
ampla ação voltada para o ensino, pesquisa
e extensão de serviços à comunidade,
tanto no País quanto no exterior, articulada
com instituições governamentais e não
governamentais, além de diferentes setores sociais.
Um pouco desta trajetória e principalmente a
amplitude e a diversidade do fazer, encontra-se catalogada
nesta edição comemorativa dos 60 anos
de nossa Escola.
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1. Carvalho, Amália Corrêa
de. Escola de Enfermagem da Universidade de São
Paulo Resumo Histórico 1942-1980. São
Paulo: Escola de Enfermagem da Universidade de São
Paulo, 1980.
2.
Professora Doutora Amália Corrêa de Carvalho,
docente aposentada do Departamento de Orientação
Profissional [ENO] da Escola de Enfermagem da Universidade
de São Paulo, viveu longa e profícua trajetória
de contribuições no ensino de graduação
e pós-graduação em enfermagem,
na pesquisa científica e na organização
de entidades nacionais de classe.
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